Dermato Aesthetics - Dra. Vanessa Martarello

Manchas na Face em Mulheres do Sul do Brasil: diferenças anatômicas e adaptação aos tratamentos

As hiperpigmentações faciais afetam mais de 68% das mulheres acima dos 30 anos no Sul do Brasil, apresentando características distintas em relação a outras regiões. A predominância dos fototipos I–III, devido à herança genética europeia, requer adaptações nos protocolos diagnósticos e terapêuticos. Este artigo de revisão, com referências de 2024–2026, analisa os tipos de manchas mais comuns, as particularidades da pele da população sulista, fatores climáticos e estratégias terapêuticas otimizadas.

Dra. Vanessa Martarello

6/6/20262 min read

Resumo: As hiperpigmentações faciais afetam mais de 68% das mulheres do Sul do Brasil acima dos 30 anos, com características epidemiológicas, anatômicas e clínicas distintas das demais regiões brasileiras. A predominância de fototipos de Fitzpatrick I–III, resultante da forte herança genética europeia da população sulista, determina um comportamento melanogênico particular, que exige adaptação dos protocolos diagnósticos e terapêuticos convencionais. Este artigo de revisão, embasado em referências científicas de 2024–2026, apresenta análise crítica sobre os tipos de manchas mais prevalentes, as particularidades anatômicas da pele nessa população, os fatores climáticos regionais e as estratégias terapêuticas otimizadas para esse perfil.

As hiperpigmentações faciais representam uma das principais queixas dermatológicas da população feminina brasileira, com impacto significativo na qualidade de vida e autoestima. No entanto, uma análise regional aprofundada revela que as mulheres residentes no Sul do Brasil — estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — apresentam características fenotípicas, climáticas e epidemiológicas distintas, que demandam abordagens diagnósticas e terapêuticas específicas.

A região Sul é caracterizada por uma composição étnica singular, fortemente influenciada pela imigração europeia (alemã, italiana, polonesa, ucraniana e portuguesa), resultando em uma população com predomínio de fototipos de Fitzpatrick I a III — marcadamente diferente das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde fototipos IV a VI são mais prevalentes. Essa diferença anatômica da pele tem implicações diretas no processo de melanogênese, na resposta aos agentes despigmentantes e nas configurações dos procedimentos estéticos. [1,3]

Além da composição étnica, o clima temperado-subtropical da região, com variações sazonais pronunciadas, invernos frios e índice UV oscilante, cria um perfil de fotodano distinto. Paradoxalmente, estudos recentes demonstram que mulheres do Sul, ao assumirem erroneamente que fototipos claros são menos vulneráveis ao fotodano, tendem a negligenciar a fotoproteção sistemática, o que eleva as taxas de melasma, efélides e lentigo solar nessa população. [6,12]

"A pele clara não é sinônimo de pele protegida. Em fototipos I–III, a melanina basal confere proteção UV equivalente apenas a um FPS de 1,8 a 3,4 — completamente insuficiente para a exposição típica de uma mulher do Sul do Brasil no verão."

— Passeron et al., Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, 2024

Este artigo apresenta uma revisão abrangente e atualizada sobre os tipos de manchas faciais mais prevalentes em mulheres do Sul do Brasil, as particularidades anatômicas de sua pele, os fatores climáticos regionais e, sobretudo, como os protocolos de tratamento precisam ser adaptados para esse perfil específico de paciente.

Onde estamos?

Santa Catarina & São Paulo

Contatos

(49) 9 9954 8116
(11) 9 5152 6621

© 2024 · Todos os direitos reservados